O Presidente da Câmara Municipal de São Vicente reagiu hoje, em conferência de imprensa, ás declarações do vice-presidente da UCID, João Santos Luís, sobre a distribuição das moradias sociais da classe A, no âmbito do projeto- “casa para todos”.

Augusto Neves explicou que o processo de atribuição das habitações socias é delicado e moroso, pois, depende das habitações disponíveis e existem “milhares de pessoas” com necessidade e à espera, numa ilha, sintetizou, com um défice habitacional de perto de oito mil fogos.

A atribuição de habitação social é feita pela Direção Social da Câmara Municipal e é um trabalho “sério e transparente”, precisou o autarca, explicando que ela é feita através do cadastro social da autarquia e do regulamento de atribuição devidamente aprovado. Durante o referido processo é realizado visitas ás famílias visando a caracterização social das mesmas, conhecendo assim a sua real situação.

O autarca frisou ainda que o Serviço Social da Câmara passou mais de dois anos a trabalhar nos processos, num trabalho “árduo e sério”, feito com “muita responsabilidade e transparência”, para que fosse possível distribuir cerca de uma centena de habitações da Classe A do Programa Casa para Todos da Ribeira de Julião 2.

 “Fizemos uma boa atribuição pois trata-se de famílias de muitas necessidades”, finalizou Augusto Neves, acrescentando que a necessidade era tanta que “muitas famílias” foram morar nas novas casas sem energia e água, mas que já estão a proceder às ligações, já que se trata de um contrato celebrado entre o inquilino e a Electra.