Governo decreta a situação de calamidade nas ilhas de Santo Antão, São Vicente, São Nicolau, Sal, Boa Vista, Maio, Santiago e Fogo. 
 
 A evolução da situação epidemiológica registada nas últimas semanas no país, particularmente nos últimos dias, evidencia um aumento considerável do número de novos casos diários de COVID-19 e, por conseguinte, o agravamento do risco de transmissão do vírus SARS-CoV-2.
 
Neste contexto, e com base nas conclusões e recomendações das autoridades de saúde, impõe-se a adoção de medidas de prevenção e contenção que nos permitam reverter este quadro epidemiológico, corrigir o nível de relaxamento que se tem vindo a observar, preservar a capacidade de resposta do sistema nacional de saúde e, desta forma, retomar a trajetória de recuperação que o país vinha consolidando.
 
O Ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, em conferência de imprensa avançou as medidas  adotadas pelo Governo,  relativamente à reposição de limitações à prática e ao funcionamento das atividades que propiciam o ajuntamento de pessoas e, sobretudo, o contacto físico direto entre estas.
 
Neste sentido, nas ilhas em situação de calamidade:
• São encerradas as instalações e proibidas as atividades coletivas de desporto, de lazer e de diversão;
• São encerradas as instalações e proibidas as atividades públicas, artísticas e culturais, quando realizadas em condições que ultrapassem a lotação máxima de 150 pessoas, que favorecem a aglomeração de pessoas, que não garantem o distanciamento físico e não cumprem com as regras sanitárias especificamente aprovadas para o efeito;  
• Permanecem encerradas todas e quaisquer atividades de lazer e diversão em estabelecimentos com espaços utilizados para dança, nomeadamente discotecas, clubes, pub dancing e salões ou nos locais onde se realizem festas.
 
Na mesma senda, estão proibidas as festas, sejam privadas, públicas ou em espaços públicos, ainda que promovidas por ocasião do 1º de maio.
As celebrações do «Dia do Município» devem restringir-se ao ato solene ou a atividades que não sejam suscetíveis de promover a aglomeração de pessoas.
Os convívios em contexto familiar, em residências particulares, devem preferencialmente cingir-se aos coabitantes.
 
Relativamente a horários de funcionamento, nas ilhas em situação de calamidade:
• os estabelecimentos de consumo de bebidas alcoólicas, nomeadamente, bares e esplanadas, poderão funcionar até às 21h00;
• o atendimento ao público em restaurantes, locais de venda ou consumo de refeições rápidas e similares apenas é permitido até às 23h00, nas ilhas em situação de calamidade;
• os estabelecimentos autorizados a operar enquanto lounge bar podem funcionar até às 21h00, incluindo fins-de-semana e feriados; 
• os estabelecimentos comerciais, com exceção de farmácias e padarias, funcionam normalmente até às 20h30. Nas padarias, o atendimento ao público será permitido até às 21h00.
 
Por ora, a atividade balnear em todo o país fica condicionada à avaliação do IMP, que em função da situação epidemiológica particular de cada ilha e do nível de incumprimento das normas sanitárias, poderá inclusivamente determinar o encerramento de praias e zonas balneares.  
 
Sobre a situação da Cidade da Praia em concreto, o IMP irá decretar o encerramento das praias de Quebra Canela e Prainha , permitindo o seu acesso entre as 06 e as 08 horas da manhã. 
 
O Estado de Calamidade irá vigorar durante 30 dias, serão feitas avaliações semanais e quinzenais e se houver a necessidade de reforçar ainda mais as medidas serão reforçados. 
 
A inobservância, o incumprimento ou a violação das normas, condições de segurança sanitária ou de quaisquer medidas de prevenção específicas, estabelecidas ou determinadas pelas autoridades de saúde, constitui infração de natureza sanitária e pode acarretar a aplicação de sanções, designadamente, a revogação da declaração de conformidade sanitária e do respetivo selo, a suspensão da atividade, cancelamento da licença ou encerramento do espaço, conforme o caso.